Dor no membro fantasma: médico explica o fenômeno

Você já ouviu falar de dor no membro fantasma? Ela acontece quando a pessoa passa por uma amputação daquele membro, mas sente dor e tem a sensação de que a dor é no membro que foi amputado. A dor no membro fantasma é um desafio complexo que muitos amputados enfrentam em sua jornada de adaptação.

Mas, como assim? 

De acordo com o ortopedista, Dr. Bruno Souto, a  dor no membro fantasma é um fenômeno complexo e intrigante que afeta muitos indivíduos que passaram por amputações. “Embora o membro físico tenha sido removido, a sensação de dor persiste, muitas vezes de forma intensa e desconcertante. Ou seja, mesmo sem o membro, os pacientes relatam sentir dor na área ausente, muitas vezes descrita como aguda, latejante, queimação ou formigamento”, disse.

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Causas da Dor no Membro Fantasma: Uma Complexa Interconexão de Sinais

A causa exata da dor no membro fantasma não é totalmente compreendida, mas os especialistas acreditam que é resultado de uma interação complexa entre o sistema nervoso central e periférico. Após a amputação, os nervos que transmitem sinais sensoriais do membro amputado ao cérebro continuam a enviar mensagens, levando à percepção de dor no membro inexistente.

Além disso, mudanças neurológicas e reorganizações no cérebro podem contribuir para a intensificação da dor. A plasticidade cerebral, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar em resposta a mudanças, pode levar a uma amplificação das sensações dolorosas.

Impacto na Qualidade de Vida e Bem-Estar

Segundo o ortopedista Bruno Souto, a dor no membro fantasma pode ter um impacto significativo na qualidade de vida dos amputados.”Além do desconforto físico, a dor persistente pode causar estresse emocional, ansiedade e até mesmo depressão. A frustração de lidar com uma dor em uma parte do corpo que não está mais lá pode ser desafiadora e emocionalmente desgastante. Embora não haja uma cura definitiva para a dor no membro fantasma, podem ser recomendadas algumas abordagens que têm se mostrado eficazes no seu gerenciamento dessa dor”, completa

Ainda de acordo com o médico, as alternativas para gerenciamento dessa dor vão desde terapias farmacológicas à estimulação com fisioterapia e a cirurgia de osteointegração, técnica que pode oferecer uma solução para melhorar a estabilidade da prótese e reduzir a dor. 

Terapias Farmacológicas: Medicamentos, como analgésicos, anticonvulsivantes e antidepressivos, podem ser prescritos para controlar a dor neuropática associada ao membro fantasma. “Algumas técnicas que envolvem a visualização e a imitação do membro remanescente podem ajudar a reprogramar os sinais sensoriais e reduzir a dor, mas para aqueles que já optaram pelo uso de próteses a cirurgia de osteointegração é uma solução permanente visto que a prótese é encaixada diretamente ao pino integrado ao osso do paciente, o que aumenta a sensibilidade e autonomia desse paciente”, completa. 

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Equipe Editorial

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